
·S2 E64
Perspectivas Adulteradas #064 - O Limite é Só o Começo
Episode Transcript
Este é o perspectivas adulteradas?
O podcast infância e nostalgia se encontram com vida adulta.
Sejam bem vindos a mais um episódio do perspectivas adulteradas.
Aqui quem fala é o miau e eu não pedalo nada.
Que bosta miau.
Nossa senhora, Sério que é essa sua frase de entrada?
É, não tem outra, meu Deus do céu.
Puta merda, velho.
Nossa, eu tentei fazer 11.
Oi meu nome é Ary.
Eu tenho 3 palavras para hoje, inspiração, motivação e disciplina.
Olha só que diferença, velho.
Você tá sendo paga pra isso, né?
Era.
Eu tô sendo paga, tô sendo paga em que?
Em mais serviço.
Ah, tá, né?
Eu acho melhor falar assim, ó, eu sendo pedala.
Mas hoje eu fiz 50 minutos de de bicicleta na academia.
Ó, tá melhor do que eu.
Foi a única coisa que eu consegui fazer hoje, gente.
Olá, Robinho.
Bom, eu sou o Douglas Robinho e gostaria de iniciar, né?
Com uma frase é o meu slogan, o limite é só começo.
Isso vai entender no decorrer da nossa conversa, porque o limite é só começo.
Ó, eu acho que eu vou ter que fazer minha.
Eu vou refazer minha entrada depois.
Só passando vergonha, velho.
Pelo amor.
De Deus eu tenho.
Eu tenho certeza absoluta, velho, faz aí.
Não, depois eu faço.
E aí, dianta, depois você passa lá no final, você você coloca aí no começo, no começo muito bem.
Ouvintes no episódio de hoje, a gente está aqui com o Douglas Robinho para falar sobre superação e a história de vida dele, né?
O Robinho, ele é escritor, palestrante, atleta, empreendedor social e símbolo de resiliência.
Então a gente vai falar um pouco sobre a história de vida dele, todos os desafios que ele passou e vai falar também um Monte de grosele, que é o que a gente melhor sabe fazer aqui.
Então, sem mais delongas, vão lá para o episódio.
Eu tenho que fazer a transição toda vez.
AI é a marcação do Jonathan.
Não, mas é porque fica legal, velho.
Muito bem, ouvintes.
Vamos lá para nossa sessão de recadinhos e agradecimentos aqui, né?
Então vamos lá.
Primeiro agradecimento que a gente tem é para a galera do apoia se, né, a galera que faz esse podcast continuar existindo, né?
Que ajuda, né, a gente a manter o projeto.
Então vamos lá, primeiro grande abraço.
Aqui é pro Santiago, né?
O nosso doutor psisques aqui, que é um dos apoiadores de primeira hora, também nosso aqui que.
Já está ajudando bastante a gente, né?
O Anderson calanguinho, né, lá de Campo Mourão, a Iara Hawking que é AA Iara que vocês conhecem, né?
A Iara é Iara aqui mesmo, né?
Do do podcast, o Julio Marcos, o Fernando ineko e a Camila de Holanda Barbosa.
Um grande abraço pra vocês.
Muito obrigado mesmo por acreditarem no trabalho, por contribuir aqui com a gente, que ajuda a pagar o salário aí do editor né Oo Jonathan e tal, muito obrigado mesmo por vocês ajudarem a gente.
Se você quer ajudar a perspetiva se você sente no seu coração aí que perspectivas, aí vale uma colaboraçãozinha aí do seu rico dinheirinho, né?
Então basta você acessar o link da nossa campanha do aporce, né?
Tá na descrição do episódio ou você pode digitar lá no Google mesmo, né?
Apoia.se barra perspectivas adulteradas e você vai cair na nossa campanha, né?
De apoio aqui do nosso financiamento coletivo, né?
Onde você vai selecionar uma faixa de apoio, né?
Que mais se enquadra aí?
Ao seu bolso, né?
E se tornar um dos nossos patrocinadores aqui do perspectivas.
Se você não quer emitir boleto nem nada, você também pode colaborar com a gente com o Pix, né?
Seja qualquer quantidade lá no nosso e-mail neoperspectivasadulteradas@gmail.com, né?
Basta você fazer o Pix por essa chave e você já vai estar ajudando bastante a gente.
Beleza, segundo recadinho e segundo agradecimento que eu tenho aqui é para o pessoal que votou na gente lá no prêmio MPBA, gente.
Não passou pra segunda fase, ficamos novamente entre os 15 e 15 melhores podcasts do Brasil, então agradeço de coração a você que dedicou um tempinho pra votar na gente, ajudar a gente a tentar avançar aí pra segunda fase, mas não foi dessa vez, beleza, não tem problema nenhum, já ficando entre os 15 ali já é um grande feito pra gente, né?
O perspectivas devagarinho e devagarinho ele vai crescendo e aparecendo aí na podosfera, então muito obrigado mesmo, de coração pessoal.
E o último recado que eu tenho aqui é pra galera lá.
Lá do incontroverso, então agradeço bastante a vocês, pessoal GG, Santiago, Fernando e companhia, né?
Acho que do pessoal fixo, da bancada do incontroverso, que é lá de Fortaleza, foram esses 3 aí que receberam a gente lá em Fortaleza, então muito obrigado mesmo, pessoal, foi esse.
Ah, cara, foi sensacional estar visitando vocês aí, conhecer vocês pessoalmente foi muito bacana.
Espero poder fazer essa viagem mais vezes e muito obrigado mesmo, muito obrigado de coração e sem.
E mais recadinhos, aproveitem o episódio, ele está muito bacana, está muito emocionante e vocês vão dar bastante risadas e se emocionar, acredito eu, né, com a história aí do Douglas, Robinho.
Então espero que se vocês gostem e até o próximo episódio, beleza.
Valeu gente, tchau, tchau.
Seguinte, pessoal, então vamos lá, Robinho, é a tua primeira vez aqui, é eu peço que você se apresente, fale seu nome certinho, da onde você é, o que você faz e o que que você gosta de fazer, antes da gente partir para a conversa aqui.
Gente, qual caravana que você vê?
Você vai mandar um beijo para quem?
Boa, boa, bom.
Meu nome é Douglas Aparecido Antônio.
3 homens.
Os próprios, né?
E o porquê as pessoas falam assim e o porquê Robinho, né?
O Robinho vem da minha época de adolescente, onde eu tinha um sonho, né, como a maioria dos é das crianças, dos jovens, na maioria das pessoas, né, tem um sonho.
Eu tinha um sonho de ser jogador de futebol, foi então comecei a jogar futebol na categoria de base aqui, dos times que tinha aqui na cidade Limeira, o leão, né, AO independente e também o Guarani em Campinas.
Eu sou natural de Limeira, nascido.
Aqui em Limeira, interior de São Paulo, EE é isso?
Você.
Você tem quantos anos?
Desculpe perguntar.
Hoje, imagina, eu tenho o mês que vem, o mês que vem, agora em outubro, dia 11 de outubro eu faço 36 anos a.
Cada perna nem está tão velho assim.
36 anos em cada perna.
Você me elogiou, espera aí, vai chover, gafanhoto velho?
Nossa senhora.
Não é tão.
Não é tão velho.
É diferente.
Não quer dizer que seja novo.
É, né, porque você é mais novo que eu, né?
Não, não, não é.
É diferente, é diferente.
Lembrando pessoal que no dia na data de gravação desse episódio ele ainda tem 39 e ainda.
Quando?
Quando o episódio estiver no marketing de meu ouvido, pode chamar aí que ele entrou na casa duzenta, entendeu?
Vai entrar.
Duzenta é verdade, Hein?
Sábado, dia 27, aniversário desse libriano chato.
Então assim, todo mundo vai lá dar parabéns para ele e dá 1 BRL de apoio no, no nosso, no nosso, no nosso podcast, lá no apoia, se tá gente para ajudar a pagar as contas, que está bravo, está bravo.
Ninguém quer fazer empréstimo para nós.
Ô Iara, mas veja bem, todo você falou libriano chato.
Aí você pegou eu, né?
Todo libriano é chato, Iara.
Todo libriano é chato.
Olha, Ah, é chato lavando.
Lá vamos começar com castrologia.
AI, AI, é assim.
Mas dia 11 de outubro ainda é libra?
Já não vira não.
Dia 29 você não é de libra.
Não, mãe.
Eu sou de libra, sou dia 11 de outubro.
AI eu achei que já tinha virado.
Então todo mundo hã?
Quer dizer, só o mesmo.
É chato?
Só.
Não virar.
Tá vendo o convidado vem aqui?
A Roche já esculacha Oo Combinado, falou que o cara é chato, né, velho?
Eu falei que você é chato ele.
Não, você falou todo libriano é chato, não?
Menos isso, ela falou.
Depois ela voltou atrás e corrigiu, mia.
Ô, ô, ô, Jonathan, repete aí pra gente, por favor, esse trecho.
Não, mas é.
Aniversário desse libriano chato AI eu achei que já tinha virado, então todo mundo quer dizer só o mesmo é chato.
Da eu eu consigo me defender, ele deve ser do segundo decanato, por isso ele é legal e você achar.
O que que é isso?
Não sei, eu escutei esses dias e finge que eu estou falando pressa e Bora lá.
Você está vendo que a pauta ela já vai?
É, e agora?
Então vocês são da mesma idade, né?
Ali do do finalzinho dos anos, do final dos 80 pro começo dos anos 90, né?
Então, ô, Robinho, como é?
Como é que era a tua infância aqui em Limeira, velho?
Como é que era ali os anos 90, anos 2000?
Bom que Limeira, né?
Eu sempre.
Eu sempre foi 111 adolescente muito ativo, né?
Uma criança adolescente muito ativo, sempre ficava explorando os, vamos dizer assim, os os riozinhos que tinha, os os córnios que tinha AA cidade, ficava aproveitando para é fazer os campinhos de Areia ali, tempo para jogar, jogar futebol, enfim.
Então a eu fui, era muito, eu sempre morei, né, vamos dizer assim, nos bairros periféricos da cidade.
Então sempre estava com a molecada, com bastante criança.
Dança brincando, enfim, minha vida, sempre nesse sentido.
Minha infância, eu vamos dizer assim.
Aproveitei bastante, curti bastante.
Como qualquer criança daquela época, né?
Brincava de pega pega, esconde, esconde, pião, bolinha de gude, essas coisas que fazia na infância.
AI, que delícia, é infância saudável.
Né velho infância, raiz, velho eu.
Já IA falar assim, né?
Só porque ele mira, é uma cidade é grande, né?
Claro.
Aí é bem grandão, né?
Ah, é grande, a próxima 300 é?
Não é grande, é grande.
Eu IA falar assim, Ah, esse povo.
Que mora, nasce cidade.
Assim nasce e fica dentro de casa, né?
Que legal que teve uma infância da hora.
Não, porque aqui também acho que por sem interior de São Paulo também, né?
Você tem, é, é muito diferente, né, da rotina, por exemplo, uma metrópole que nem São Paulo e até mesmo Campinas, né?
Se for pensar, né, exatamente, é, é muito diferente, né?
Eu, eu eu sinto isso morando aqui agora, né?
Eu imagino mais, mais antigamente lá no sei lá, 9095.
Ó pra a pra vocês ter terem ideia Na Na época.
Quando eu eu nasci e fui criado, primeiro ali, até 4 anos de idade eu morava num bairro Teixeira Marques, que é um bairro próximo da Vila Queiroz.
Ali é um bairro, né, de bastante pessoas mais velhas.
Aí depois eu fui para um bairro chama Santa Eulália e nesse bairro ele nem tinha asfalto na época, antigamente era normal, os bairros não vão ter asfalto, é tá começando né, tinha questão de saneamento, bairro e tal, só que o asfalto ainda não tinha, né, na no nos bairros, então era aquela questão, quando eu saía e IA para a escola, eu amarrava a sacola.
Escolinha no pé que IA de não IA nem de ônibus, né?
Pra escola ir a pé, né, pro bairro próximo.
E aí chegava era apelido de pé vermelho e tal.
Amarrar sacolinha para não sujar de Barro o tênis, né?
Era assim, aí, ó.
Me identifico.
Tem um dos episódios, tem um dos episódios que a gente gravou.
AI, meu Deus, mas não vou lembrar qual que é minha, que a minha frase de entrada é, eu IA pra escola de sacola abanada no pé.
Estamos juntos, estamos juntos já.
Nossa, ela é muito zoado.
É muito?
Muito, muito zoado.
Mas é, você falou desse negócio, né, da é EE, acho que é é um ponto que é muito comum também.
Era muito comum na época, né?
E aí, como você curtia bastante futebol, né, que você comentou, né?
Sim, ali é.
Tinha muito também aqui na aqui em Limeira ou aqui Na Na região, aquele negócio de enfeitar a rua na época da copa, essas coisas também.
Sim, o pessoal é depois que asfaltou na minha rua, demorou alguns anos.
Aí nós pintávamos, né, pintávamos?
É ali pegava a Tim, pintava a rua, colocava bandeirinha, tudo, então isso daí antigamente, né, tinha muito essa questão, principalmente o momento Copa do Mundo, tal, então tinha, é essa questão, né, de de de enfeitar, de de todo mundo está vivenciando.
Aquele momento se reunia na casa dos amigos, né, dos vizinhos para assistir todo mundo junto, colocava na garagem televisão para ficar torcendo ali aquela vuvuzela veio barulho no ensurdecedor, era.
Muito bom.
Era muito bom aquela zoação, então era, era.
11 aumento muito gostoso esse período de Copa do Mundo.
Na época também, quando era criança, por exemplo, eu peguei ali Na Na copa de 94 mesmo, eu estava com 10 anos e eu tinha, é lógico, como é como você falou, né?
Toda criança naquela época ali você meu tinha aquele negócio de ser jogador de futebol ou jogar nos campinhos essas paradas, né?
Mas você, pelo que você falou, você já teve esse o lance de gostar de jogar futebol e de querer se profissionalizar nisso.
Exato, o que o foi interesse?
Interessante a minha revelação, né?
É como eu tinha comentado sempre.
A gente sempre explorava os campo e os campinhos, né, que na época era tudo campinho de Areia que tinha, explorava, a gente jogava e é o que é interessante, a minha posição.
Eu era goleiro cara, nem minha mãe, entre aspas, goleiro tem, mas eu jogava muito bem, é.
É, eu jogava muito bem.
E aí o que que é interessante?
Um desses é jogos que tinha muitos é campeonatos que o pessoal fazia lá nos bairros, entre os bairros, tal, e um tinha um olheiro do que era do independente futebol clube, né?
O galo aqui de Limeira e um olheiro estava assistindo aquele jogo e ele chamou muita atenção No No jogo eu jogando e a forma que que eu estava jogando e tipo, pegava pênalti tudo e aquele jogo joguei muito e aí chamou atenção desse olheiro aí e aí ele veio, é?
É comigo, chamou, foi até em casa falar com o pedir para os meus pais, né, se eu poderia começar a treinar e aquela coisa, né, poxa, né, e principalmente, minha mãe, meu pai trabalhava bastante, era motorista de ônibus naquela época, e a minha mãe foi até OA casa dele, que era num bairro próximo, próximo, na minha escola onde eu estudava, lá no Ibirapuera, foi ver onde ele morava mesmo, conhecer a família dele para ver se era real, aquilo mesmo, né?
E aí foi, viu, e aí comecei a jogar, primeiro time eu joguei no independente, né, que me mira no galo.
E aí tinha um clube na época, tinha o clube do galo aqui em Limeira, onde nós fazíamos treinamento, quando, condicionamento físico, academia, e aí nós jogávamos no pradão, né?
Naquele campo que tem oficial aqui em Limeira, próximo da prefeitura, nós jogávamos lá os campeonatos que tinha, daí depois de lá consegui passar na peneira na Inter né, que era já um time, né, um acesso melhor, tudo da Internacional.
E daí depois da Internacional eu fui convidado pra jogar no Guarani, em Campinas, né?
Já pensando nessa nesse sentido de profissionalizar, porém, foi o.
O período aonde eu fiquei doente, aí que o sonho foi, vamos dizer assim, minto, minto.
Não foi ainda o período que eu fiquei doente.
Nesse período lápis do tempo, meu pai, ele não queria investir e pra ser jogador de futebol você precisa de empresário, tudo na época estava sem empresário e aí eu peguei, então comecei AA trabalhar, comecei a trabalhar com 15 anos de idade, eu joguei dos 13 até o os 14 e pouquinho a 13, não, 12 dos 12 até os 14 e pouquinho.
Aí meu pai, ele queria veio tá?
Para depois querer investir em alguma coisa do tipo.
Eu estava sem empresário.
Foi então que eu comecei a trabalhar na com cenário de motos e aí nessa concessionário de motos eu entrei como lavador depois de 6 meses e passei para montador.
Depois de 1 ano e meio eu fui pra pra IA ser fazer o curso mecânico de moto.
E aí no fim de semana jogando bola com o pessoal do trabalho, eu tive uma pancada né, na no joelho, uma prensada, jogando futebol, pessoal.
Aí depois disso que veio culminar aí AA história começou mesmo Na Na minha vida.
Bem.
Quantos anos você tinha isso?
Eu já estava com 18 anos, 17 para 18 anos.
Caramba, velho, então é, você já estava.
Você já estava avançando, né?
No futebol mesmo para se profissionalizar.
Mesmo, né?
É para profissionalizar, né?
Tudo bem que ainda era um.
Lá na fase que IA subindo a antes da do do Júnior, porém, como estava sendo empresário, tudo era e antigamente era mais, né?
Difícil no sentido de fazer não tirar um empresário, bom, umas coisas, não tiver investimento.
Eu não tinha muito recurso, daí eu parei, parei com futebol e comecei a trabalhar, porque daí é aquela aquela questão, né, você é adolescente, tudo, você quer conquistar suas coisas, tem as suas coisas sim, eu venho de família humilde, daí eu comecei a trabalhar e daí depois disso tive essa pancada, né, aí com 17 para 18 anos.
Aí demorou 2 anos e meio para descobrir, nem nesse período, né?
No depois dessa pancada, ou continuei jogando, estava com sangue quente, beleza?
No dia seguinte, quando eu fui trabalhar, meu joelho da perna esquerda estava bem inchado e aí começou a inchar uma dor, comecei a mancar muito e aí OOO, meu chefe Na Na época ele falou assim, ó, é bom você ir no médico ver o que está acontecendo, você está com dor, está mancando e tal.
Aí eu fui, tirei 6 segundos de água no joelho naquela semana, aí voltei a trabalhar, na semana seguinte, tirei mais.
6 cilindros de água no joelho, que inchou de novo.
E aí o médico falou, ó, vai precisar fazer uma cirurgia simples aí de ministro, uma artroscopia, porque do jeito que tá aí tá, tá, tá feia a coisa.
Daí ele vem, fiz esse procedimento cirúrgico na época, eu fiquei afastado 30 dias, aí o meus pais já tinham se mudado pro pro interior do Rio de Janeiro, uma cidade vizinha chamada Silva Jardim, e aí eu fui para lá para visitar meu meu médico autorizou e eu ir para o Rio para visitar meus pais e onde eles estavam morando.
E aí eu fui para lá quando eu fui.
Pra eu fui de ônibus e eu não levantei, sabe?
Pra deu uma circulada na perna, nada.
E foi mais de 8 horas de de viagem.
Nossa.
Com isso, a na hora que eu cheguei no destino final já tinham passado já há mais de algumas horas.
Aí a minha perna esquerda, além do inchaço um pouquinho no joelho, subiu um pouco para coxa também.
Aí assim que eu cheguei, a ideia era ficar lá aproximadamente uma semana eu fiquei.
Tipo 2 dias, é?
Tive que voltar.
Liguei pro meu médico explicando que a coxa estava inchado, o joelho bastante inchado.
Aí ele pediu para retornar direto pro pro hospital.
Daí eu retornei, fui direto para Santa casa para entender Oo porquê, né?
O que estava acontecendo.
Aí depois disso, de uma forma bem bem resumida, foram 2 anos e meio.
Entre hospital, EEE, casa e onde eu ficava uma semana em casa e um mês no hospital, assim por 2 anos e meio.
Nesse período eu fazia a fisioterapia.
No alongamento da fisioterapia eram 3 fisioterapeutas, né?
É assim, segurando, 2 segurando e um forçando para dobrar minha perna para tentar alongar.
É nesse período também foi um período onde eu tive uma fratura no filme, alongando na fisioterapia, porque já estava já bem, né descalcificando?
Ano bem frágil e aí?
É que inicialmente também eles estavam tratando como uma lesão no joelho.
Mesmo, né?
Exato, é lesão no joelho, estava tentando descobrir o que era.
Então nesses período eu fiquei fazendo várias biópsias raspagens para tentar descobrir o que estava acontecendo pra eles.
Pegavaram fragmentos, né?
E enviava para vários laboratórios do Brasil todo, até que depois desses 2 anos e meio sem é saber de fato, isso fraturou.
Coloquei 11 fixador externo.
Ficar aí nesse fixador externo, deu.
Depois de de alguns meses que eu estava com ele ao virar na cama em 2008, dezembro de 2008, devagarzinho ele se soltou, EAO firme, quebrou novamente pela segunda vez, já estava bem frágil e aí até chegar um espaço de 500 m até chegar na ambulância para ir pro hospital, foram mais de 3 horas e meia até chegar na ambulância, IA bem devagarzinho, a perna solta, o fechador na carne viva é um firme que o osso quebrado, enfim.
Então tudo quanto é de imaginar de dor na vida do que tiver de passar, eu já passei muitas.
Então é aí foi um momento bem delicado esse pra tentar descobrir o que era.
Aí então fiquei esse período, né?
Em mineira tentando descobrir o que era.
Depois desses 2 anos e meio, os médicos daqui falavam que podia ser qualquer outra coisa, menos câncer, tentava fazer vários exames a as várias maneiras de investigar, enfim, aí eu consegui um caminhamento para pro Celso pierro na PUC em Campinas.
Quando eu cheguei lá, é depois de 3 dias internado, eles tiraram o meu filme por completo, já estava descalço.
Ficando esfarelando todo o fema, aí as lâminas foram enviado para vários laboratórios do Brasil e também enviado para a clínica Maia, nos Estados Unidos.
Depois de 25 dias, saiu do diagnóstico dos Estados Unidos que era um linfoma non rodman, o que que é esse nome estranho?
Era um câncer maligno que estava alojado no fema e até então, né, não tinha espalhado, estava ali aí quando descobriu, né, foi 11 surpresa, né?
Pra todos, né, pra família, pra todo mundo e principalmente para os médicos que eles esmajavam, poderia ser.
Com qualquer outra coisa, menos câncer.
E aí foi então que começou a tentar, né, agilizar para que pudesse fazer a fazer alguns procedimentos, aí para com uma certa urgência para conseguir resolver essa questão, porque tendo em vista, né, esse câncer já estava já há 2 anos e meio é alojado ali na no meu osso, né, no femo e tinha um risco grande, né, de de dar metástase, enfim, então é, eles conseguiram aí um apoio.
De uma multinacional para colocar uma prótese interna na minha perna.
A princípio eles queriam fazer um transplante, ossos, só que aquele hospital não era um hospital credenciado, né?
O Celso pierro, onde o maternidade Celso pierro, lá na PUC em Campinas.
Aí eles não, não.
Como não tinha transplante, ossos, banco de ossos, não tinha como fazer esse procedimento.
E o que foi interessante é que nesse período que estava acontecendo tudo aí depois da descoberta, tudo AATV Globo AIPTV No No caso, lá em.
Eles estavam fazendo uma matéria sobre o sistema único de saúde, meu tratamento inteiro foi pelo pelo SUS, olha, eles estão fazendo legal, é 11 transplante ósseo, né, e uma matéria sobre transplante de ósseo e eles souberam, né, souberam no meu caso, conversaram com a assessoria do hospital e eles vieram conversar comigo, se a assessoria do hospital, se eu gostaria de fazer 11 matéria tal, e eu falava assim, sempre estava no hospital, imagino você aqui em em Limeira, quando eu ficava internado, eu tinha uma média de 190 visitas no mês, daí você pode.
Ah, mas como você sabe disso?
Eu não fazia nada, ficava o dia inteiro numa cama, então eu anotava como um diário tudo o que acontecia no meu dia a dia e aí eu tinha uma média de 190 visitas aqui em Lineu e quando eu fui, né, é consegui aí encaminhamento para se pra um hospital em Campinas, eu falei puxa vida, lá em Campinas eu tinha um tio meu né, que morava lá, eu falei assim, puxa, eu vou para outra cidade agora, como que vai ser essa questão, né?
Pelo menos eu estando na minha cidade, sempre tenho visita, vocês podem ver que quase não.
Falo, né, e eu gosto de interagir, de estar conversando com as pessoas, e aí eu falei assim, puxa, aí eu vou para uma outra cidade, como vai ser tudo isso, esse período?
Falei, Ah, beleza, aí quando eles falaram de fazer essa matéria tudo, falei, puxa, claro que eu topo, né, eu estou aqui hoje, eu não vou trabalhar mesmo, estou aqui de boa.
Aí eles é marcaram, agendou, foi lá fazer a matéria, o interessante dessa matéria de depois que Ela Foi ao ar tudo deu uma repercussão tão grande que na mesma semana deixando com o Ministério da saúde em Brasília.
E aí aquele hospital foi credenciado depois de depois de aproximadamente quase 15 dias, é muito doido isso, foi credenciado, Mano, naquela mesma semana que fez AA matéria é Oo, as pessoas iam até o hospital conhecer quem que era o Robinho, que estava internado já alguns alguns meses ali, e aí o meu quarto sempre começava a ter visitas, entendeu?
Então direto, tinha visitas e no meu quarto as pessoas iam visitar outras pessoas que estavam internadas lá.
Virou celebridade, velho cara, praticamente, né?
Então foi muito legal isso, porque daí eu consegui.
Reagir com as pessoas sempre tinha pessoas visitando as pessoas que IA visitar outros.
Ah, tem um rapaz já faz alguns meses, tá aqui no hospital, e aí sempre eu, eu levava sempre televisão, levava videogame, levava na época era DVD, né?
Eu levava as coisas, levava os livros, enfim.
Então meu quarto sempre deixava um Monte de coisa, porque sempre quando eu IA pro hospital, praticamente eu ficava morando no hospital, ficava meses sim, lá na cama, que mesmo eu fiquei 4 meses internado, desses 4 meses eu fiquei 40 dias sem levantar da cama, só numa posição, sem virar.
É de lado, só, só de bruços, entendeu?
Com a perna pra cima e com 30 kg, repuxando, então é, era era um período No No eu imagino você, isso que eu estava na época.
Nessa época eu já estava com 23 anos mais ou menos, então era muito doido porque é de certa forma muito novo, né, passando por todas essa questão, a toda a situação, mas eu sempre ficava muito é confiante de que IA dar certo e aí depois dessa, né matéria foi bacana, teve essa repercussão positiva.
Diva é mídias também nos jornais, tudo foi lá, IA até o hospital, trocava ideia, conversava e começou a ficar um negócio muito legal no sentido tipo assim, quando eu cheguei lá, eu eu tinha um corredor do lado da do quarto onde eu ficava, e aquele corredor, os os seguranças do hospital, as pessoas que passavam sempre comentavam, sempre mexia comigo e eu não tinha nem noção de como era Oo aquele corredor.
Aí eu ficava olhando para aquele corredor em cima do do leito do hospital, imaginando como era aquele corredor, e aí eu começava a conversar com as pessoas na janela.
Tava ali, passava, mexia comigo, conversava as pessoas que passavam, né?
Do lado, as pessoas ficavam no meu quarto, ali era 4, era 4 leitos dentro do quarto, então sempre tinha uma rotatividade grande de pacientes, ficavam comigo e eu sempre ficava ali, então eu ficava trocando ideia.
Aí as pessoas da cozinha, da copa IA me conhecer, as pessoas da lavanderia, todo mundo IA no hospital conhecer, porque você já fazia tempo que tava lá, e aí eu ficava fazendo amizade com todo mundo, desde a faxineira até o diretor do hospital, todo mundo conhecer, todo mundo.
Mundo fazer amizade, todo mundo.
E aí AA comida.
E a parte boa dessa de fazer amizade com todo mundo dentro do hospital, porque você tinha alguns privilégios.
Então acontecia, vinha bastante comida.
Eu falava, ó, vou querendo mais comida.
O pessoal fala assim, às vezes quando fica falando Ah, é comida, é sonsa, é sonsa, nada quando você fala.
A sua pode ser a.
Minha, a minha não.
Então o que aconteceu?
Conhecer as pessoas É Ela.
Daí você daí vinha escrito bastante comida.
Quarto 202 b era o meu com ela, comia bem pra caramba, aí vinha comida No No.
À noite, as enfermeiras lá, chefe do do plantão, né, é o elas pediam lanches, essas coisas, isso acontecia fazia tempo, estava no hospital, no treinado, daí eu falei assim, nossa, tô com uma saudade de comer um Mac, de comer um lanche e tal.
Perguntei se filha da AI, meu Deus, deixava o dinheiro, elas pegava, pegava pra mim também, aí eu comia, deu, é isso daí, são esquemas que a gente vai fazendo isso, né?
Eu tô.
Revelando exclusivo pra.
Vocês exatamente nunca revelei em lugar nenhum isso e.
Sempre o pessoal fala, né, você tem que fazer amizade com as pessoas que que faz a sua.
Sua comida e que te servem a comida, né?
Que daí, cara, você está feita.
Exato.
Então até hoje, até hoje o falam, né, para as pessoas quando estão internadas.
Esses dias mesmo, a menos de 10 dias atrás, eu fui dormir no hospital e aí tinha um fui dormir com o senhor lá, né, de acompanhante, fui no hospital de acompanhante, aí ela está cheiro assim, Ah, ele está de boa.
Ela falou, vou tirar um cochilu hospital, não tinha onde eu dormir, Ah né, estou com saudável, que ela hospital, alô aí.
Eu sei lá, não.
Na verdade, eu achei que você tinha acontecido alguma coisa ruim.
Não, não.
E aí eu peguei e fui dormir lá, daí chegou, aí ele falou assim, nossa, como não é fácil?
Daí eu comecei a contar um pouquinho, né?
Das histórias ele já, já já tinha acompanhado, só que às vezes as pessoas esquecem, né?
É ali.
Daí eu comecei a contar um pouquinho, daí eu falei Pra Ele, ó, melhor coisa que você está no hospital é fazer amizade com as enfermeiras, com todo mundo, tratar todo mundo do bem, por quê você não pode, tipo assim, deixar as pessoas pegar ranço do ser pra dizer se as pessoas.
Não sabe pegar, tipo assim, empatia de você, porque se você era um cara legal lá meu, você vai ter privilégio.
É assim que funciona?
É, é assim que que é.
São as coisas.
Não.
E outra é, eu penso também, porque, cara, e já é um ambiente muito difícil, né?
As pessoas não vão no hospital porque gostam ou porque curte, né, assim, né?
E é uma parada que é um ambiente pesado pra caramba, né?
Demais.
E aí se você tenta deixar isso um pouco mais leve, né, seja dessa forma como você falou, né, porque no teu caso, você, cara, você estava morando, parece que.
Realmente no hospital, né?
Então, se você não leva, não tenta levar isso com um pouco mais de leveza, né?
Fazendo amizade, sim, cultivando ali essa esse ambiente um pouquinho melhor, né?
Mesmo que seja numa situação crítica como foi a tua cara, meu, não, não tem.
Como você vai ficar amargurado por causa da vida, né, meu?
Exatamente, não.
Tem cabeça que aguente?
Né?
É, e o é interessante disso tudo para eu conseguir ter esse controle, né?
Emocional, tudo.
Eu sempre falava assim, eu pensava assim, e poxa, eu sei que não é fácil.
EEE, de fato não é fácil, é muito estressante.
Eu sempre falava, é que era muito estressante eu ficar no hospital por muito, muitos meses, muito tempo.
Se você ficar muito tempo treinado, porque você, você vai surtando.
Às vezes eu perguntava assim pra pros meus familiares, falava assim, que cor que é o ônibus lá, né?
Mudou é a cor do ônibus, alguma coisa assim fala, porque você perde a noção do que que é dia, do que que é noite, que você não vê nada, entendeu?
Você não vê nada, você fica em cima de uma cama e só fica naquele quarto escutando os barulhinhos de sempre π, π π daqueles negócios das marcações, então.
E aí o que acontece?
Às vezes você, né, você tem muita dor quando você não tinha dor ainda, que bom, mas quando você estava os dias, você estava com muita dor, você estava muito incômodo.
Outra coisa ainda que era horrível era, né, banho de leito, é Catar aquele paninho lá molhado, fica passando só espada, sujeira, entendeu?
Quando eu eu saí, depois de 40 dias sem se mexer na cama, e pude chegar numa cadeira de roda e ir no banheiro, deixar o chuveiro cair, eu chorava, pra você ter uma noção, cantava tudo quanto é coisa, até o hino nacional cantei.
Eu sei, é Sério.
Que loucura.
É Sério, muito doido do não.
Você passa na valor.
Na numas coisas pequenas, né?
Miau.
O que é interessante da vida, e hoje eu levo isso pra mim, é que depois que a gente passa por situações assim, a gente começa a valorizar as pequenas coisas da vida.
Você poder ir no banheiro, né?
E se limpar, você conseguir fazer uma necessidade sozinho, você não precisar sabe de de pessoa estar ajudando em tudo.
Então, as pequenas coisas das quais a gente só dá valor quando nós não temos, porque o nosso dia a dia nessa loucura.
Pra frear que nós temos de querer fazer tudo.
Ah, pra ontem essa geração né?
Fast food que é tudo pra ontem rápido, Ah lá, e aí a gente não para, pra refletir e agradecer e estar com saúde.
Isso aí é nosso, bem mais precioso e poder fazer as nossas coisas, sabe?
Conseguir ter tempo para fazer as coisas.
Então isso aí é muito, muito, muito bom.
É isso aí.
Você escutou aí, ouvinte?
Parou de reclamar?
Já prestou atenção no que o coleguinha está falando?
Entendeu porque tá ouvindo?
Vai dar bronca agora no ouvinte, né já?
Você já esculachou o convidado no começo, agora você vai dar bronca no?
Ouvinte, né?
Ah.
Não é nem tanto, velho.
Você tá dando muita importância pra uma coisa que não foi tão assim não.
Tá para de?
Fazer inferno.
Mas é Sério, velho, a gente hoje acredita, se quiser, eu estava é a gente nem tinha gravado, né?
Porque a gente IA gravar ontem e não deu certo.
Mas aí eu fui ler, fui estudar um pouquinho, né?
E aí eu hoje, quando eu cheguei com enxaqueca.
É estressada.
Eu falei assim, eu não vou, eu não vou, mas aí eu nem tinha gravado com ele.
Eu falei assim, Ah, eu vou, eu vou lá treinar, nem que seja para fazer uma bicicletinha, mas eu vou lá, não me custa nada e depois eu vou ficar muito feliz.
E é isso aí que você falou, entendeu?
Tem que fazer mesmo.
EE, pronto, acabou.
Sabe o que é interessante?
É porque às vezes a gente quer ó tudo 11 momento muito ideal pra gente fazer alguma coisa.
Um exemplo, você falou, Ah, estava com enxaqueca, estava aí estava você já tal tal quando que qual dos dias para para analisar quais?
E um.
Ano quais dos dias que você chega?
Tipo assim, plena, para fazer o que você quer?
Hum, tipo vai, vai ser.
Vai ser muito difícil de Ah, vai ser tipo na.
Boa e 300 e.
Inclusive, vai ser no máximo 53 dias você chegar bem.
Fala assim, nossa, hoje é é ruim, é claro, entendeu?
Porque se a gente deixar de pra fazer algo, precisa ser feito algo que precisa ser feito só na hora que a gente nós estamos bem 100%, a gente nunca vai fazer e o nosso não faz preguiçoso, nós, nós queremos OA.
Ali nosso corpo é preguiçoso.
Vai querer ficar em casa?
Vai querer ficar de boa?
Vai, porque entendeu?
Então é que a gente de fato, nós temos que criar vergonha na cara e fazer o que precisa ser feito.
Às vezes nós ficamos reclamando, reclamando, reclamando e sabe o que precisa ser feito, mas a gente não faz.
Hum, não, na maioria das vezes, você sabe, é literalmente, é o que você sim, a gente sabe o que precisa ser feito.
Você só não faz por hoje.
O que que é é exato, é vagabundagem mesmo.
Entendeu?
É, é, entendeu.
E aí, e aí, é muito interessante isso, né?
Porque quando EAE isso, eu.
Falo, eu falo aqui, mas eu falo dando tapa na minha cara também, no seguinte sentido de muitas das vezes eu esqueço de tudo isso que eu já passei e tem dias que eu fico com dando migué no pra treinar, fico dando migué pra fazer as coisas também.
E aí quando para, pô, eu começo a refletir, eu falo assim, poxa, eu não tenho que parar, fica dando essas desculpas e fazer o que precisa ser feito, enfim.
Então isso daí, né, é pra todos nós, é?
Nós temos que nos policiarmos praticamente todos os dias, todos os dias, sim.
Não.
E esse ponto que você falou, cara, é, é interessante porque assim esse tempo, né, que você ficou no hospital, tudo é como você já vinha falando, né?
Você gostava de jogar futebol.
Você já estava indo para um que o seu sonho era isso, né?
E cara, Do Nada, Do Nada, entre aspas.
Né, eu estou.
Simplificando muito aqui, mas tudo isso meio que foi tirado de você, né?
eSIM, e como que foi essa adaptação, né?
Ou posso o hospital, né, que depois, né?
Você teve ali AA amputação, tudo.
Isso.
Como que foi AA?
Adaptação a esse mundo de novo agora.
Né, essa parte, só esse lápis ET me deixa só fechar aqui pra engatar essa, vou responder isso daí pra você.
Então quando eu estava no hospital fiz A Entrevista, né?
AA com AA lá, AA mídia, tudo foi uma repressão bacana, aí eu precisei é fazer aí uma colocar a uma prótese interna, aí consegui um apoio de uma multinacional, coloquei uma prótese interna a aonde o médico falou assim, ó, vai ficar no mesmo tamanho, sua perna, beleza.
Fui por procedimentos cirúrgicos, foram mais 9 horas de cirurgia, coloquei uma prótese interna e ainda assim ficou com um curtamento de 9 cm.
Por que esse encurtamento?
Devido AA às vezes que né, teve OA pé, fraturou o fêmur mesmo, a tração esquelética, para quem não sabe, imagina você ir tração esquelética no meio da tíbia da canela, tem um furinho, tem um ferro que fica repuxando, você fica com a perna deitado né, é com a barriga pra cima com mais de 30 kg repuxando para que não dê encurtamento, ainda assim deu encurtamento para.
Por ser vários meses, tá aí com isso.
Quando o médico colocou a minha prótese interna, era pra ficar no mesmo tamanho a perna.
Só que devido todo esse tempo ainda sem musculatura, tudo deu esse encurtamento.
Daí ele falou que pra ter uma melhor qualidade de vida deixou faltando seus novos centímetros.
Quando a gente para para analisar novos centímetros, imagina que é pouca coisa, mas 9 cm usa uma perna, faz diferença pra caramba.
Não totalmente.
E aí eu coloquei.
Eu comecei a usar uma órtese, né?
Uma órtese adaptada é 11.
Um sapato, né?
Com uma compensação desses novos centímetros.
E aí imagino você com a minha perna, né?
Toda, vamos dizer assim, colocar essa palavra mesmo, deformada, porque arrancou muitas partes moles devido ao comprometimento do do, do câncer ali nas partes moles, além da da do câncer ósseo.
E aí eu fui para uma outra etapa, que é da quimioterapia, né?
E aí, fazendo um paralelo AA aí do que você tinha comentado de fato, não é fácil.
Imagina a cabeça de um jovem.
Como passar por tudo isso sem contar as dores?
Pra você ter uma noção, toda vez que impulsionar uma veia, eu tinha que era 15 picadas no mínimo nossa, porque às vezes já estavam frágeis, às vezes o pessoal vai tirar sangue, tira 12 vezes, já fica irritado.
Né?
É já irritado, nós fica nervoso.
Até hoje, quando eu vou tirar sangue, eu falo assim, ó para as pessoas, ó, fica à vontade até 15 picadas, você pode ficar à vontade na hora de passar de 15.
Eu me estresso e é Sério e eu fico de boa e eu, Ah, fica onde você quiser, fica à vontade.
E aí as pessoas, nossa, fica até meio assim, né?
Com medo do bar e às vezes é agora ainda está um pouco melhor, mas o que que acontece é que de fato, eu eu via que as pessoas, né, estavam ali trabalhando, IA funcionar, às vezes elas ficavam nervosas tal e não conseguia funcionar, e aí eu sentia mais dor, incomodava mais ainda.
Então, nossa, são coisas que eu fui vendo aqui, poxa, isso aí não doía nada perto do exame de líquido de coluna que eu fiz 2 vezes, que era uma agulha bem grossa, aqui você aquilo não tem anestesia, nada, você fica sentado, o médico debrucimo de você.
Tá empurrando e aí vai forçando com a com a agulha assim uma agulha grossa para forçar até é forçar e essa agulha vai penetra na medula, arranca um pedacinho do uso da medula e arranca Oo líquido da medula.
Esse eu fiz 2 vezes esse exame.
Esse exame é o pior exame que eu já, que eu já fiz, né?
Esse exame dói, esse exame é horrível esse exame aí, eu isso daí de fato com uma agulha isso, isso é uma coisa que que dói a.
Agora te coletar sangue é de boa, meu arterial às vezes era 4 vezes pulsionar atentar arterial, enfim, então é, é.
Contudo, quanto é tipo de dor que você imaginando já já senti e tá tudo bem, entendeu?
Hoje eu aprendi a né a lidar com tudo isso.
É claro que no início às vezes a gente fica meio assim, mas uma coisa também que é muito interessante que eu nunca é questionei nada, fiquei sabe, revoltado, ficava reclamando, é normal você ficar estressado, tem dia que você ficava irritado, isso daí é normal que.
Quando você fica muito tempo dentro do hospital, muito tempo com dor, muito tempo com isso, com aquilo.
Outra coisa que eu ficava muito irritado era quando eu ficava é internado e aí eu precisava fazer cirurgia.
Daí você tem que ficar de às vezes 24 horas, dependendo do tipo da cirurgia, muito tempo sem comer esse lápis de jejum.
Isso para mim, eu ficava irritado por quê?
Às vezes eu ficava de jejum e aí chegava no final da tarde, o médico falava, ó, não vai conseguir fazer cirurgia.
Aí eu ficava, nossa senhora, e aí o pior.
Daí falava assim, ó, você não vai fazer hoje, mas vai fazer amanhã.
Então, tipo assim, eu não podia.
Pra comer mais nada e ficar mais tempo pra energia.
E isso, meu Deus.
Tanto que eu fui convidado algumas vezes para fazer algumas palestras.
É pra pra pra hospitais, né?
E aí teve um hospital que eu fui convidado para fazer, para falar com.
É diretores e médicos num hospital, num Congresso de hotelaria, e eu fui um dos palestrantes.
Olha só, né, como que são as coisas e por que eu fui convidado, como a minha experiência de ficar muitos anos em muito tempo internado.
E aí eu fui falar, né, isso daí.
Uma das coisas que eu falei era isso daí, uma das coisas que irritava muito, né?
Qualquer cliente, né?
Eles não falam.
Paciente, o cliente.
Era deixar as pessoas sem comer isso daí.
Eram as coisas que eu frisei muito.
E aí depois os médicos lá até brincaram.
Tudo nesse Congresso, tudo.
É que isso daí foi muito interessante, daí então eu IA dar muito relato em diversos congressos, lugares, né?
Falando sobre isso, né?
Devido à minha experiência das internações, eu IA ter essas participações.
É muito, é interessante tudo isso aí, essas vivências aí, depois desse período aí eu fui então pro para a parte de quimioterapia, na parte de quimioterapia, no primeiro mês, fez todos os exames, tudo a bateria, viu que de fato só estava, né?
No, no fêmur, ali, aí depois tomei.
E as medicações de quimioterapia?
É, se eu não me engano, eu fiz acho que 6 ciclos de quimioterapia, não lembro exato.
Agora, aí depois que foi feito esse primeiro período, esse primeiro mês, no segundo mês, quando eu fui novamente verificar como que está, fez vários exames, tudo.
Aí a médica chegou em mim com os exames, olhou no meu olho e falou assim.
Você tem fé.
Daí eu falei assim, tem professora, porque daí ela falou assim, ó, tô com uma situação aqui que eu não sei explicar, é o que o de fato, o que aconteceu.
Daí eu falei, mas por que daí ela falou assim, ó, eu estou com 2 situações, daí a primeira foi, ela mostrou é, tinha dado metástase, o câncer espalhou por todo o corpo, aí começou aí mais 1 mês de tratamento, aumentando as doses, tudo.
Aí depois ela falou, essa, essa fala aí que eu tinha comentado, aí você tem fé, depois por quê?
Ó?
Todo é que tinha espalhado por todos os órgãos, tudo.
Ele falou assim, ó, agora só continua, né, no fêmur, o restante sumiu tudo.
E ele falou, eu não sei explicar o que aconteceu, então isso daí aconteceu também comigo, né?
Então eu vejo que de fato é, é um milagre, sabe?
Tudo o que acontece é dependendo da câncer, né?
Da fé de cada um.
Acredito muito que é, né?
Nada é impossível, meu Deus, ele foi incrível aí e pode fazer a aí um milagre aí Na Na minha vida nesse período aí depois foi fiz né, fez mais os ciclos de químio, conseguiu eliminar aí toda AAO, né?
O câncer também estava na região ali da do do do fêmur e aí eu vou, eu volto a minha vida, a minha época, né?
Nessa época eu estava é deixei trancado a faculdade, né, eu estava fazendo o serviço social é daí eu estava no segundo ano, precisei trancar no meio da.
Faculdade, né?
Graças a Deus, amigos na época, todo mundo, o pessoal da da escola, todo mundo entendeu muito bem, sempre na torcida, me ajudaram bastante nesse sentido e aí depois retomo minha vida, então pro pro esporte, né?
Aí pra natação, montamos uma equipe paralímpica na cidade, começamos a ir a evoluir, né, nas coisas, começamos a retomar a vida e aí depois em um dos treinos meus, né, em alto rendimento, que eu estava treinando em alto rendimento, aí começou a cair muito meus treinos e a.
E aí eu tinha um exame de rotina, eu fui fazer tudo, daí foi ver que estava até saindo umas feridas também na minha perna esquerda, umas secreções com um cheiro bem é forte, né, bem Fest, bem forte.
E aí foi ver que tinha voltado o câncer na região, guinal na virilha, é pra medicina, são 5 anos de acompanhamento, quando deu 4 anos do primeiro câncer, ele voltou na região, guinal na virilha.
Aí aquela coisa, né, quando o médico falou pra mim, eu tinha ido sozinho, né, no hospital aí.
Campinas aí eu voltando, eu estava num ônibus, é a lida, eu cocei a cabecinha no ônibus e comecei a chorar assim, sabe?
Eu estava sozinho na pegando aquele ônibus, comecei a chorar como um sabe 11 novela, passando tudo assim na minha cabeça, putz, já tinha passado por tudo isso, agora tem que passar tudo isso de novo, meu, como vai ser, sabe nossa, aquele aquele dia foi um momento mais, sabe?
Foi muito difícil, foi quando eu recebi notícias do primeiro canso para mim foi.
Até que de boa, mas esse primeiro momento de novo, porque eu já sabia tudo que a gente tinha passado.
É, passa.
Tudo na cabeça, exato, passa como um filme, tipo assim, não será que vai ser pior, como vai ser isso?
Sabe, então essa insegurança, sabe, essa isso pra mim foi meu, foi um foi um momento muito difícil, muito difícil mesmo, e aí, meu, eu chorei pra caramba aquele dia no ônibus, até chegar num ponto onde eu precisava chegar, aí eu desci e tal, conversei com a família e cliquei tudo.
Eu falei assim, respirei e uma das coisas que sempre aconteceu comigo era assim, no máximo.
Tudo o que acontecia comigo no negativo, as coisas, eu eu tinha.
Era 1 hora, sabe que eu chorava, era 1 hora de ficar ela estressada, era 1 hora eu falava assim, meu, mas eu parava e falava assim, meu já deu.
Agora eu tenho que levantar a cabeça e tocar, porque não é isso que vamos parar.
E aí eu conseguia recompor e tocar meu, porque a nossa vida é assim, é feito desafios, problemas, todos nós temos a diferença com cada um de nós vai reagir perante esses problemas, esses desafios.
Não adianta a gente ficar se lamentando questionando, isso não vai.
Resolver pelo contrário, só vai piorar você.
Vai gastar a mesma energia ou, se não mais energia?
Exatamente, exatamente.
Então eu gosto sempre de pensar, né, de pô em gastar energia, mas pensando em possibilidades, sabe?
EE outra aí, eu até hoje, meus velhos falam que um dos motivos também que me ajudou muito é o meu pensamento positivo, independente de sempre, quando estava a situação e eu sempre estava pensando em positivo, isso ajudou bastante, isso ajudou bastante, entendeu?
Até minha mãe ver com.
Comentar aqui pra falar mais baixo do que eu moro no apartamento, né?
Eu estou aqui falando, então já tá meio né tarde.
Já vamos ligar da portelia aí?
É já.
Então é, são, são situações EE coisas que não é.
É.
É muito interessante isso, né?
Oo pensamento positivo atrai.
De fato, coisas, sabe?
Você acreditar que vocês que vai dar certo, que as coisas vão acontecer de fato acontece.
Mas nós temos que pensar.
É óbvio, é, é.
Tem um momento e cada um, cada pessoa tem o seu jeito, beleza.
Mas o pensamento positivo faz total diferença.
E da onde veio toda essa força?
Ó, eu sempre falo, né?
Nas minhas palestras, quando ou converso com as pessoas, que é como um tripé.
Quando as pessoas fazem esse tipo de pergunta, para mim, primeiramente é fé, família e amigos esse tripé.
É a base para mim, para passar para qualquer dificuldade, qualquer situação, fé, família minha.
Caraca.
Muito bom e é e é um ponto legal que você comentou, até pra gente ir se ir se encaminhando, né, pro próximo bloco né, que é essa questão aqui.
Você já comentou que você já estava passando, você já tinha voltado já pro esporte, né?
Agora como alto rendimento, né?
E ouvinte, para vocês que não estão acompanhando aqui um pouco do vídeo, a parte de trás ali da parede do Robinho, cara, é coalhada de medalha, então.
Conta um pouquinho pra gente aí como que foi essa essa mudança de chave, né?
Porque isso aí você saiu do que era o futebol anteriormente e agora para um para para outros esportes, né?
E não deixando alto rendimento para trás, né?
Exato.
E aí o que que acontece, né?
É de fato a nossa vida.
Nada acontece por acaso, tudo tem um propósito.
Eu encaro dessa forma e aí eu vi aquela eu amo esporte, eu sempre gostei do esporte.
E aí eu vi que né?
Após, eu estava com um curtamento usando mal uma.
11 órtese, né?
Um curtamento de 9 cm.
O primeiro esporte depois desse momento foi a natação, onde estava em alto rendimento.
Quase peguei índios para as paraolimpíadas Rio 2016, faltou pouco, enfim.
E aí eu vi que o esporte para mim era algo que estava melhorando minha questão da minha autoestima, socialização.
Eu estava conseguindo, é né, né, me reconhecer como pessoa, como eu, dependente da minha deficiência, que eu tinha me tornado agora uma pessoa com deficiência.
Então o olhar da sociedade, olhar das pessoas, isso daí eu sempre falo que é o é o momento mais difícil quando uma pessoa adquire uma deficiência, né?
Se torna uma pessoa com deficiência para conseguir levar aí pra frente.
Isso daí é o mais difícil.
Hoje eu consigo, né, fazer trabalhos, atender pessoas do Brasil todo, é com essa temática, né, de de de deficiência.
Então hoje eu consigo ter essa troca, ensinar as pessoas, passar uma mensagem, sabe?
Ter essa troca pra e fica pra pessoa mais leve.
Mas na minha época, no meu, no meu período, não tinha ninguém, sabe?
Pra dar essas dicas pra mim.
Então é isso, pra mim, a questão do esporte foi algo que foi pra mim um divisor de águas, vamos dizer assim, aonde eu consegui é reconhecer que eu posso, eu sou capaz.
E aí eu consegui trazer isso para minha vida, para outras áreas da minha vida, me empoderando, me.
E potencializando, entendendo que cada um de nós né, nós somos únicos, cada um né, tem AA sua peculiaridade, enfim.
E aí pra mim eu consegui entender que através do esporte eu conseguiria ir além.
Então eu comecei então Na Na natação, daí depois disso é comecei a cair um pouquinho o alto rendimento.
Aí foi descobrir que que estava com esse segundo câncer na região guinal, aí quando descobriu eu precisei é trocar até de hospital.
Porque a lá No No Celso pierro estava passando uma reforma, já estava com uma dificuldade, aí eu fui transferido pro Icesp instituto do câncer do estado de São Paulo, aí precisei ficar morando um período lá também de 8 meses em São Paulo para fazer o tratamento.
É, então eu fiquei morando de favor também numa casa, porque eu não tinha, não tinha condições, tratamento, né, por mais que era pelo SUS, mas não é só, né, o tratamento da lei tem as outras coisas, né, a estadia sim, Moraes, enfim, então.
Graças a Deus, sempre Deus preparando pessoas aí para ajudar nesse período, conseguir passar por esse período.
Teve esse período também da da amputação, né?
Onde eu vim combinar Na Na desarticulação do quadril, a minha altura de amputação é a maior que tem, onde é desde a cabeça do fêmur que é retirado ali.
Então a minha prótese, quando eu uso, é amarro na cintura, é um cesto de fibra de carbono no meu centro, para com o centro para conseguir estar fazendo o passo, andando, enfim.
Então, depois disso, do do.
Esporte que foi muito interessante.
Eu falei assim, puxa, eu eu posso fazer algo mais e eu sempre fui.
É gosto de estar, né no esporte e já consegui pra e partir para competir, porque eu gosto dessa drenalina, dessa coisa.
Então comecei na natação, depois eu fiquei 12 anos em alto rendimento, natação essa uma boa parte dessas medalhas é desse período.
Aí depois da natação eu fui pro ciclismo, ciclismo.
Foi muito interessante que ainda na época eu estava com perna, comecei um triciclo e aí eu vi.
Muitas pessoas pedalando aqui em mineira, né?
A aqui em mineira nós temos uma média de 5000 pessoas que pedalam semanalmente, né?
É ali, é, é bastante mesmo.
E aí eu falei, é mais que o córrego, é.
Exato, é a população do córrego inteiro.
Aí aí eu eu vi aquelas pessoas pedalando.
Falei, nossa, como gostaria de voltar a pedalar?
Aí eu eu fiquei pensando, puxa, mas na minha condição, como que eu vou pedalar?
Aí conheci um projeto que hoje praticamente quase que eu sou padrinho desse projeto aí, não só esse, como vários outros.
Somente é Cau proeza, programa de esportes adaptados à Secretaria de esportes, né?
Aonde a Tati trabalha lá hoje, né?
Que estava tendo 11 era, se eu não me engano, é dia é próximo dia 3 de dezembro, que é o dia Internacional da pessoa com deficiência.
E aí estava tendo uma virada inclusiva na praça oledo Barros, aqui no centro de Limeira, e aí estava tendo várias exposições EE, várias também vivências e aí eu passando lá eu conheci o pessoal tal, comecei a ver e eu sentei no.
Triciclo e aí eu vi que com o triciclo conseguia andar a minha, a minha perna não dobrava, ficava esticada e com o triciclo conseguia andar.
Foi então que eu comecei a fazer algumas aulas, aí no proeza, né?
O Diego, hoje coordenador do proeza, na época, foi o meu professor, hoje é um amigo meu, muito próximo pessoal meu, foi meu vice presidente do conselho municipal, direito, pessoal com deficiência, enfim, e aí aí eu eu vi que poderia fazer algo mais, comecei lá, aí começamos as aulas do proeza, começou a adaptar aí depois de.
Disso começamos já a aumentar o percurso, nós dava uma volta no anel viário junto com ele nas aulas, e aí eu vi que dava pra fazer algo mais.
Daí eu falei assim, puxa, mas eu não tenho, né?
AA bike foi então conseguir um apoio de uma bicicletaria também a Leo baike, que é uma patrocinadora minha até hoje, aonde eu fui, os cara e coragem, que daí eu falei assim, onde é que faz as pessoas, indicou lá, daí eu cheguei lá, ninguém acreditava em mim, mas quem que é esse rapaz, né?
Nossa, puxa, daí eu falei assim, ó, seguinte, eu quero pedalar, preciso.
Triciclo, eu não tenho dinheiro, se vocês fizer o triciclo para mim, aí parcela e eu vejo como que eu pago vocês, mas eu gostaria de poder voltar a pedalar, aí o irmão, né?
Um dos dos dos donos lá, o irmão dele estava na oficina, era um mecânico, daí ele viu e falou assim, Ah, eu eu faço adaptação para você.
Aí o outro falou assim, não, beleza, daí você pagando, né, em várias parcelas, é beleza, aí fizeram mais barato, paguei várias parcelas, fui pagando lá, consegui fazer esse triciclo de ferro, um amarelão, rapaz, começava a andar daí daí.
Teve um dia, eu falei assim, já estava melhor, treinei um pouquinho, estava bem melhor de as coisas, tudo.
Aí eu fui num dos pedais que o pessoal IA sair para para fazer o pedal aqui eu falei assim, cheguei no grupo de pedal, eu falei assim, eu não poderia pedalar com vocês hoje, aí tudo molhou com as muletinhas amarrado na base.
Nutricida é maior evocado é com os negócios, tudo é os uniformezinha, a perninha esticada assim não dobrava amarrado assim a perninha eu só estou eu, nossa, mas como que vai fazer para fazer as trilhas, né?
Triciclo não dá para entrar no na, nos trilhões.
E tal, para andar um.
Ponto que vocês andavam aqui também do canavial, né?
Isso exatamente.
Está doido?
Aí eles falaram assim, é, vai ter que fazer um caminho diferente.
Daí eu olhei para o líder e falei assim, você deixa aí.
Ele olhou e falou assim, vamos meu, acreditou.
Aí depois disso, meu irmão, muita gente virava a cara, mas que que acontecia eu perder uma palavra?
Eu estava pulando e cagando, né, para quem estava virando a cara, porque a minha oportunidade eu só queria que o líder autorizasse, o líder autorizando o resto.
Para mim era resto, porque aí eu comecei a estar junto com as pessoas, aí eu comecei a pedalar.
Comecei a pedalar tudo, aí depois de um tempo eu é por exemplo, tá né, que daí deu uma infeção naquela prótese interna que eu estava, o exemplo tá amputei aí pra mim fossa, eu fiquei alegre, mas quando eu amputei eu fiquei alegre, por que vocês vão falar?
Mas como assim?
Porque a minha perna, ué, ué, eu fiquei alegre porque a minha perna eu não podia fazer muita coisa, eu gostava de fazer esporte as coisas, eu não podia fazer muita coisa, porque se eu caísse fraturasse a minha perna, minha prótese interna poderia infecionar, complicar mais ainda, então eu era.
É muito limitado para fazer as atividades.
E outra na competição era S10, S10 na natação era um nível mais forte porque era daquela perna, contava aquela perna, eu não batia ela, mas contava, então pra mim não adiantava minha, eu usava uma a outra, eu arrastava, então eu tinha um tempo, é difícil baixar muito tempo, quando eu computei eu abaixei meu nível, hoje eu sou S9, eu consegui ficar mais leve, EE nadar melhor, entendeu os os, os esportes, outras coisas, consegui fazer melhor, tem uma qualidade de vida melhor, não fico dependendo do.
Quando eu arrastar a perna, não atrapalhou, pra pra puxar, pra ficar as coisas, eu fico muito mais fácil.
Até forró.
Você vê o Robinho dançando forró velho, como assim?
Velho.
É.
É Mano, o cara é um cara de valsa.
Velho é legal?
É, mas dá pra dá pra dá pra fazer um pouco de tudo, né?
Então o que que aconteceu depois das coisas foram fazendo?
Aí eu coloquei uma bicicleta convencional, Ah, isso é legal de falar a bicicleta convencional, né, de 2 rodas, como que eu comecei, daí eu saí do triciclo, né, daí eu saí do triciclo, fui uma bicicleta convencional, normal, 2 rodas, e aí como que você pedala com uma perna só?
Aí eu comecei no firma, pé, firma, pé, você coloca o pé e trava o pé ali, só que daí aquilo lá é muito ruim, mas no início era o que eu tinha, eu comecei naquilo, mas como que eu fiquei?
E para conseguir, né, desenvolver a técnica para pedalar com uma perna, eu fui no Horto Florestal.
Aqui em Limeira tem 11 descampado, 1 g, muito verde, muito grande, num espaço muito verde.
Aí eu começava a pedalar, coloquei o capacete, tudo, a roupa, e eu comecei a ali a simular as quedas.
Não poderia cair, caia de frente, de lado, do lado que tinha perna, do lado que não.
Tinha perna?
Primeiro, exatamente.
Por que que eu eu lembrei isso?
Porque quando eu era goleiro, eu tinha que aprender, dar capa, cair também.
E aí meu cérebro, eu falei assim.
Se eu aprendi quando era goleiro, eu tinha que aprender cair, eu, se eu pegar a bicicleta e aprender cair também.
Se por Ventura eu tiver numa trilha eu usar cair, eu vou sair bem, como cair?
Eu não vou cair, primeiro tomo quebrar meu braço, eu vou sair bem, cair, entendeu?
Tudo é técnica, tudo, tudo é treino, tudo, é aí que acontece, fiquei condicionando meu cérebro, eu fiquei 3 horas, eu saí de lá tudo ralado, eu fiquei 3 horas caindo, caía de frente, batia a cabeça, batia de lado, caiu do lado que estava no meu dia enroscado, simulei várias situações subindo.
Arranco de se jogar no barranco, mas porque eu precisava simular e depois disso é doido, é mas mas que que foi interessante isso depois disso, depois de vamos colocar isso nem 6 meses eu estava indo competir, deu, estava indo competir, representar a cidade de Limeira, entendeu?
Em em outros lugares, competindo, ó.
Resumindo, né, depois disso eu fiz várias provas de de Mountain bike aí representando a cidade.
Pra você ter uma noção, assimanofest assimanofest de 2000 e tô até olhando a medalha aqui, 2022.
2 acho que Mano Fest 2022 que Mano Fest, pra quem não sabe, é a maior feira de de de de ciclismo, de feira de bike do mundo e do mundo, não da América Latina, que é em São Paulo e aí é no memorial da América Latina.
Aí teve em 2022, foi o primeiro ano que foi convidado os para atletas, né?
De de de ciclismo no Brasil todo, para estar competindo nessa feira antes dos do atleta elite foram os para atletas fizeram AO teste.
Na pista e fizeram a prova competição de 10 dos convidados lá eu fui um dos nomes que que que eu fui convidado para estar lá, meu, então olha só que louco isso, que legal meu, acho chimano fat o pessoal da chimano, uma grande feira meu, conhecida mundialmente, os cara estavam deszoando, conheci, sabia quem Era Eu e aí eu fui lá com né competi, fui lá, arrebentei meu, não foi uma posição boa na época, né?
Mas fiquei em sétimo, né, de 10, fiquei sétimo, mas tinha muitos que tinha, né, as 2 pernas tinha um.
Diretamente isso aqui, enfim, não vem, não vem homem.
O que eu quero dizer é que independente disso tudo, é eu, eu estava lá, meu consegui, né?
É então um feito, imagina você que algo que é interessante, muitas das vezes as pessoas até da familiares vão falar assim, você não vai conseguir pedalar, como você vai conseguir pedalar?
Você não vai conseguir fazer isso, aquilo.
Todas as vezes que as pessoas falam que eu não vou conseguir alguma coisa como combustível para me incentivar a provar que eu posso e não é você.
Pedala quantos quilômetros mais ou menos?
O máximo que eu fiz em 1 dia.
Pedalando um dia foi 150 nossa, foi daqui.
Eu saí do pedalando daqui de Limeira até Pirapora do dom Jesus, 150 km.
150.
Quilômetros é 100, e quantos quilômetros é em 1 dia?
Mas é aquela coisa, é porque agora, vamos dizer assim, eu estou mais tranquilo um pouco.
Então sempre quando eu saio pra pedalar a hoje eu pedalo 23 vezes na semana, a às vezes eu nado um.
Né?
23 vezes também?
Depende.
Eu vou ovariano.
Mas a ideia é todo dia fazer um treino.
Hoje eu faço umas prova de triatlon.
Caraca, e da eu?
Eu estou lembrando agora que teve um evento, acho que não sei se foi o ano passado que você, que você estava divulgando o teu projeto social aqui, que você ficou acho quantas horas pedalando direto?
Né?
Isso é algo interessante.
Depois disso, né, surgiu o projeto pedala, Robinho, né?
Pedala, Robinho.
Consiste eu ficar pedalando roubo e trem por mais de 5 horas, né?
Interruptas?
Então eu como em cima da barra.
AI, que tal começo das 9 da manhã pedalando até às 14:00?
Daí cada ano subo, eu subo um minuto, né?
Às vezes você fala, fala assim, Ah, mas que que é um minuto?
Fica pedalando 5 horas com uma perna e só de 1 minuto para ver se é fácil.
Amigo, eu pedalei 50 minutos com 2 e quase eu morri exatamente agora há pouco.
É então.
A hora que eu desci da da da da bicicleta, eu eu tive que afirmar, porque eu quase caí.
É.
Tá vendo?
Tá vendo, é muito?
Interessante, né?
Eu sou o lixo.
Não, não, não.
Não, não é assim.
Não tô.
Brincando, tô brincando.
Não tô brincando não.
Tô brincando é que é o drama.
Eu.
Eu tenho um modo dramático, não.
Repara sim não.
Imagina eu reparo sim.
E aí?
É muito interessante que esse projeto ele começou bem desacreditado, de certa forma.
Comecei em 2017, onde consegui arrecadar 450.
O intuito, né desse projeto é arrecadar brinquedo para as crianças carentes de Limeira e crianças que lutam contra o câncer no hospital boldrini, em Campinas.
É e fala assim, Ah, mas por que isso é meu aniversário?
É dia 11 de outubro, um dia antes do Dia das Crianças.
Ah, é?
Por isso.
Aí o que acontece?
Olha só que interessante, eu vem de.
Ramiro Miro, como já falei, e eu nunca tive 2 brinquedos malemá, às vezes tinha um malemá, né?
E tanto no aniversário quanto as crianças na sequência, então nunca tive.
E aí quando aconteceu tudo isso na minha vida, eu tive uma grande repercussão na cidade, as pessoas conhecendo tudo e eu vi uma possibilidade de chamar a atenção de alguma forma para conseguir arrecadar brinquedos e fazer Alegria da criançada.
AI que legal, e foi o negócio que deu muito certo, né?
E graças a Deus, até hoje tem um projeto, né?
E aí eu fico né, na praça, olho do Barros, né, no meu.
O Instagram, né?
Depois quem quiser acessar arroba Douglas Jobim oficial tem um afixado, vai entender a dimensão do evento, é o evento onde eu tenho um apoio de mais de 80 empresas, nós temos mais de 30 pontos, arrecadações né, de brinquedos aí na cidade toda, inclusive já está arrecadando, nós vamos arrecadar até dia 6 agora de outubro, aonde nós é a última edição, para você ter uma noção, arrecadamos 11000 brinquedos, caramba, nós já entregamos mais de 50000 brinquedos já, né?
Nesses aí quase é o nesse ano da dando 8 anos aí de pro.
Projeto, então vem crescendo a cada ano.
É algo que nós temos apoio, né, de diversas instituições, apoio da polícia militar, corpo de bombeiros, várias multinacionais, outras empresas, enfim, é um projeto hoje reconhecido no calendário município de de Limeira, um evento oficial de Limeira, enfim.
Então é algo que a gente faz, sensibilizando aí para as pessoas doarem um brinquedo novo, usar em bom estado para fazer Alegria da criançada.
E aí nós entregamos em escolas, né?
É aí e com vulnerabilidade social, nós entregamos aí em alguns.
Bairros também de vulnerabilidade social, aqui da cidade nós pegamos o bodini, o que é interessante de bodini por que o bodini, né?
Como tive câncer tudo, sei muito bem a dificuldade que é, muitas das vezes os pais gastam tudo no tratamento dos filhos, não tem um dinheiro para comprar, né?
Um brinquedo ali para para criança, tanto o dinheiro das crianças ou um aniversário, então os brinquedos nós achamos lá no bodini, uma parte feita no brinquedoteca, outra parte é é, é, é entregue quando a criança faz aniversário dentro do hospital.
Eu já fiz aniversário dentro do hospital.
E tal.
E eu sei a dificuldade que é.
Eu muitas vezes não tenho condições de ter o brinquedo.
Então uma parte desses brinquedos, né, esses brinquedos novos são entregues lá para fazer essa entrega também para as crianças, quando é aniversário delas, No No tal, com aquelas famílias que não têm condições de comprar um brinquedo, enfim.
Então, de certa forma mesmo que é um pouquinho, né?
Mas é um pouquinho de cada um que a gente vai fazendo diferença, né?
Faz.
Uma apenas.
Diferença pra mim é assim, não importa, eu não viso, é óbvio, cada ano vai crescendo, mas eu não viso a quantidade, mas sim AA ali.
Um exemplo, se eu entregar pra 34 crianças, entregou, fez a diferença na vida com as crianças, pra mim é o que importa, não é a quantidade, mas sim a maneira que chega.
Outra coisa, os brinquedos usados são todos limpos, higienizados, embrulhados, são todos os brinquedos embrulhados tudo certinho, porque para criança ter aquela Alegria né, a experiência né, de abrir o brinquedo, né?
Brinquedo, tudo em si, então são coisas de qualidade ou algo que é interessante.
Inclusive também frisar em 2017, quando começou é, foi, fomos colocar aí quase 60% dos brinquedos estavam brinquedos quebrados que não tinha como condição de uso.
Nós fomos trabalhando isso com o tempo.
Hoje vamos colocar aí zero 0,1% dos brinquedos, aí é que que sabe que são brinquedos que que não dá para reaproveitar, então o resto são tudo brinquedos reaproveitáveis são brinquedos, a maioria dos brinquedos hoje que as pessoas.
Os donos são brinquedos novos, enfim, então é até isso, né?
A gente vai fazendo com o tempo a esse trabalho e conscientização para as pessoas doarem, não algo que está claro, quebrado, que ninguém vai servir para ninguém vai jogar fora não, mas algo que vai fazer Alegria de uma outra criança.
Então tem esse projeto que é bacana e tem também um outro, uma outra ação que a ação, somos todos eficientes, juntos pela inclusão.
Essa ação já já acontece há 9 anos, é abertura da semana do trânsito é que também consiste, né, em um grupo de de de amigos, né, com deficiência, isso.
Surgiu sempre quando e IA nos lugares EE estacionar a vaga destinada a pessoa como eficiência é EEE.
Ali estava sendo ocupado por outras pessoas, né?
Então nós fizemos uma vivência, né?
Nesse dia onde colocamos a praça dedo Barros, você pode observar que tudo é na praça dedo Barros, na cidade pequena, interior é assim, tudo é, é no centro da cidade.
Onde tem tudo muito grande, pessoas, tudo na praça.
E aí nós colocamos as cadeiras de rodas, os andadores com as frases, né, dizeres que as pessoas, os motoristas reproduzem, como está é rapidinho, é rapidinho, é só um minutinho, Ah, eu não vi, eu não sabia, enfim, então nós colocamos, nem tem as faixas, os semáforos também, nós panfletamos com, com os informativos, enfim, informando tudo isso.
Fazemos vivência com as pessoas da cadeira de rodas para ela fazer AAAA transferência ali da cadeira de rodas para o carro para entender o porquê da.
Aquela vaga tem a metragem, as pessoas conseguem entender toda a dimensão de tudo aquilo e além daquilo.
Então é uma ação que tem um proeza.
Também tem o as instituições, o conselho nos fazer pra segunda deficiência.
As outras instituições também trabalham com as suas deficiência, tem Apresentações culturais, enfim, é uma ação bem grande.
Também já é oficial do município de Limeira que a gente consegue também fazer.
É coisa pra.
Caramba, não é bastante coisa que a gente vai desenvolvendo, né?
Daí depois disso também.
Nós temos AA aqui, algumas ações aqui também.
É que nós criamos aí no, no, no, no ano passado, uma campanha do movimento inclusivo, né?
Que é um é um, é um.
É uma cartilha aonde tem até eu virei personagem dessa cartilha aonde tem vários AAA aqui.
O apoio eu quero ver das.
Ah, depois a se você tiver essa, essa cartilha digital, manda pra gente pra gente disponibilizar.
Até porque eu não tô nem vendo.
Nada é essa cartilha o que acontece, né?
De uma forma bem rápida, só pra vocês entender, nós foi uma realização da ainda na sua associação integrado deficientes e amigos, no qual eu sou atendido e faço parte de diretoria também junto com a sil, nessa associação comercial industrial aqui dentro da cidade, aonde em uma conversa com o grupo mercado de trabalho que eu coordeno na entidade, lá estava tendo uma dificuldade aonde os comércios da cidade não estavam sabendo como lidar com as pessoas com deficiência.
Então nós criamos essa cartilha no Twitter.
De orientar EE, passar para as pessoas como né, lidar com as pessoas com deficiência, então nós temos os parceiros aqui, todas as entidades, o conselho também não se pode o jeito de pessoas com deficiência, todas as entidades que trabalham com pessoas com deficiência, temos o os patrocínios aqui de alguns sindicatos que bancou a impressão das cartilhas, o apoio da prefeitura municipal, do fundo social, a criação, né, foi da agência Miriam, aonde nós fizemos aqui, vocês vão ver que o fundo, né, daqui da, da, da, da ilustração, é a Gruta, é, tem eu aqui em cima da bicicleta, né, e.
E tem outros personagens também e conta toda a história.
E aí tem cada esse tipo de deficiência, mostrando cada situação dentro do comércio, onde veio ajudar também a desenvolver muitas coisas aqui na nossa cidade tem também, né?
Meu livro aqui que chama o limite é só o começo, o porquê desse, né?
Nome o limite quando achei que a minha vida já não tinha mais nada, quando você era o limite, aí foi o começo de se reinventar e viver de uma forma totalmente diferente, onde foram mais de 300 de internações, mais de 32.
Cirurgias mais de foi 2 câncer maligno, metástase, enfim, é história longa que eu conto aqui ó, aqui tem algumas ilustrações também, ó aqui é um dos primeiros pedais também nutriciclo 2 condutores aqui é que puxam pedais até hoje aqui em Meira empurrando eu aqui a nutriciclo para entender, aqui é uma apresentação com a nadadores olímpicos, eu também na piscina com eles, uma apresentação que nós fizemos também, enfim.
20 aqui eu vou até complementando, Robinho, eu vou aproveitar que eu tenho.
Eu, eu tenho o teu livro aqui, eu vou, eu vou se você autorizar a gente sim, claro as fotos Na Na postagem aqui do episódio pode que daí AO pessoal consegue acompanhar, mas é até pra gente ir encaminhando aqui pro finalzinho.
Iara faz aí o seu bate bola agora com com o Robinho, Robinho, você você é do tempo da sim.
Só uma observação.
Desculpa até cortar.
Só uma observação que eu vejo que é importante isso.
OOO livro hoje eu vendo porque a.
Amanhã mesmo eu vou dar, é todo mês.
Eu tenho 3 palestras que eu faço de forma é voluntária, social eu falo né, as palestras sociais que eu faço e os livros eu vendo pra eu conseguir comprar um exemplo, microfone, bateria do do, do, do, do das coisas ou agora eu estou com um projeto com um sonho meu de ter o meu projetor, eu não consegui comprar ainda e aí eu vendo o livro pra eu conseguir, então quem puder dar uma força aí, tá, chama a gente, a gente vai deixar os.
Links também isso.
Me chama no Instagram pra eu conseguir vender?
Eu consegui comprar esse projetor, meu próximo passo, agora consegui comprar o projetor para quando eu for nesses lugares, né?
Palestras nessas entidades, essas ONGs que de fato gosta de Ah, que eu vou amanhã mesmo, é uma ONG nova, está começando, eles não têm, é um projetor, as coisas, então eu vejo que assim dependente de como aonde eu esteja, eu quero dar o meu melhor dentro das minhas condições.
Então se a gente consegue levar lá o material, tem uma.
Hoje eu consegui comprar uma caixa de som melhor, consegui comprar o microfone, as coisas, então o que a gente conseguiu comprar de equipamento para levar uma mulher?
A qualidade para quando for entregar para as pessoas, esse é o intuito então desse livro que eu tenho para conseguir vender e rapidinho também é um ebook que eu lancei também que se chama de amputado para amputado.
Esse ebook é gratuito, tem No No meu Instagram, Na Na link do do meu Instagram onde aquela pessoa que acabou de amputar esse ebook tem ajudado milhares de pessoas em todo o Brasil, acabou de amputar e não sabe o que fazer, está totalmente perdido.
Esse e book tem desde como adquirir uma prótese pelo sistema único de saúde, foi através de tudo a minha vivência e outra no.
Não foi tudo que da minha cabeça foi algo que eu fiz trabalhar tudo certinho, eu tive acompanhamento de outros profissionais também, sabe?
Pra, pra né, pra como fazer a correção, tudo certinho.
E aí foi criado esse e book aqui, tá?
Então tem outros doutores que participou aqui também, tá?
Mas é tudo, eu montei isso aqui, então tem tudo sobre causa de amputação, nível de amputação desse, desse sensibilização, higienização, questão do trabalho, saúde, direito da pessoa amputada, então aqui tem toda uma base pra aquela pessoa que acabou de amputar e tá assim.
Sendo totalmente perdido e tem ajudado milhares de pessoas de todo o Brasil aqui, ó de um quitado pra um quitado.
Aí, desculpa.
Pode.
Não que isso é ixe é você é da época.
Provavelmente você já assistiu Marília Gabriela, né?
Com.
Certeza.
Então a Iara, a Iara vai fazer um.
Aqui, ó a.
Iara vai fazer um Ping pong aqui pra você, pra até pra gente já ir pro nosso encerramento, mas fique, fique, fique à vontade aí ó.
Obrigado patrão, obrigado pelo espaço.
Ô Douglas, é a gente.
O Ping pong é um bate pronto, tá?
Eu te faço umas perguntinhas e você me responde com uma palavra ou respostas bem curtas.
Passa um.
Pouco as perguntas, tá?
Vamos.
Lá.
Ah, aqui, nossa, até a primeira vez isso nossa, vai lá.
É, vai dar?
É não, mas é tranquilo, velho.
É.
Qual o maior combustível para o ser humano que você acha?
Eu sei que você falou dos 3 pilares lá, né?
Mas assim, qual o maior combustível para o ser?
Humano, ao meu ver, é os sonhos.
Boa.
Aquela pessoa que tem sonho sempre vai ter combustível para continuar, né?
Queimando e seguir até os objetivos.
É, e essa é a palavra que te guia todos os dias, a pergunta era, qual é a palavra que te guia todos os dias?
Ah.
Nossa, agora aí, puxa, nossa, bom, a palavra possa dizer que me guia todos os dias é buscar ser uma pessoa melhor, sabe?
Buscar ser melhor.
Isso é algo que eu tento é a cada dia.
E é óbvio, ninguém é perfeito, todo mundo tem suas falas, mas eu busco ser uma pessoa melhor a cada dia.
É como que você quer ser lembrado em uma palavra?
Rapaz, perdeu diferenciado.
Diferenciado eu gosto muito dessa palavra diferenciado.
Às vezes o pessoal brinca lá no serviço.
Esse cara é diferenciado, diferenciado, eu?
Estou tentando ser promovido.
Sabe por isso que eu estou caprichando?
É, eu tinha só 3.
Mas assim você respondeu rápido, eu vou, vou aproveitar os minutinhos aí é o que que o esporte significa para você?
Puxa, o esporte para mim.
Eu posso dizer que ele é transformação.
Partido do esporte surgiu na minha vida e ele transformou por completo.
E por último, mas não menos importante, fala uma palavra aí pro Douglas do futuro.
Lua acreditando no seu potencial e se esforçando que você vai chegar a aonde você quer e com certeza vai conseguir realizar seus.
Sonhos é isso aí, daqui uns anos você pega lá, vem escutar o podcast de novo, você vai escutar isso ao final e vai ficar assim, ó, eu consegui, Hein?
E vai mais um pouco.
Boa.
Obrigada, viu?
Muito bem ouvinte, chegamos ao final de mais um episódio de perspectivas adulteradas.
Eu espero do.
Fundo do coração que já.
Vocês tenham gostado.
Robinho, eu agradeço do fundo do coração você ter participado aqui com a gente, é, eu conheço você já há um tempo, já trocamos muito ideia, já tomamos cerveja junto, enfim, mas ouvir essa história tua, ouvir toda essa trajetória, tua cara é é um, é um combustível pra gente, pra gente poder continuar tocando a tocando a vida, né?
Então agradeço do fundo do coração mesmo por você ter participado.
É, deixa o teu recado aqui para o nosso ouvinte.
Deixa aqui o nosso, o seu, o seu recadinho final aqui, o jabá, se quiser.
Você já fez um pouco do teu jabá.
Mas se tiver mais alguma coisa que você esquecer, eu já aproveito agora para fazer também.
Poxa, primeiramente eu agradeço pela oportunidade, né?
É fazer algum, né?
Alguns dias estava tentando, né?
A gente graças a Deus hoje deu certo fazer.
Eu só tenho agradecido pela oportunidade de estar aqui contando um pouquinho da minha trajetória.
Espero que essa mensagem possa impactar, né?
A.
Vida de alguém que esteja escutando aí talvez precisa ter aí uma palavra aí.
Espero que possa de alguma forma soar.
Aí é no coração de cada pessoa que está ouvindo aí.
Eu gostaria de finalizar não fazendo jabá, que eu já fiz.
Mas eu gostaria de finalizar deixando uma mensagem que tem no meu livro, não fazendo jabá, já apertei.
Que tem no meu livro, se você quiser saber um pouco mais.
A mensagem diz.
Assim, a experiência ajuda a crescer, ter sabedoria, não perder tempo e valorizar a vida.
Obrigado, miau, obrigado, Iara, obrigado.
Tá obrigado pela oportunidade de contar um pouquinho da minha trajetória.
Valeu?
E aí era, coloca o teu recado.
Aí é, e eu hoje eu gosto quando eu fico calada.
Pode não parecer, eu gosto de falar, mas eu também gosto de ouvir e gosto muito de ouvir isso, apesar de eu não estar te vendo aqui, né?
Porque está com problema, sexo pra criar, mas é obrigada.
Pela pela história.
Obrigada pelo exemplo, cara, que astral que você pensa assim que eu falei no começo, né?
Que eu não sei se vai pra pra parte principal, que eu estava preocupada, eu estava nervosa.
Eu falei que o miau voou ontem, hoje o miau do céu.
Esse negócio não vai porque.
Eu sou eu sou.
Eu sou muito idiota, imbecil, e as pessoas sérias não dão certo comigo, entendeu?
Eu falo muito besteira, é, tem umas piadinha de quinta séria que não sai nem a pauta assim do espírito e enfim.
E eu falei, AI, meu Deus, vai ser, vai ser pesado e.
Não foi?
Foi muito bom, foi muito leve o tempo.
Oi, oi, só.
Pra observar só você falou assim, Ah, pô, você vai astral.
Não sei o que o ó astral eu tenho porque eu não tenho a perna, tá?
Só porque.
E fique claro, né, Bial?
Prossiga aí, ó, prossiga.
Eu não podia deixar de perder essa oportunidade.
Você deixou a bola só bater para o gol.
Vai lá, meu.
Deus é é assim é nessa pergunta.
Você conseguiu me deixar com vergonha, isso é algo.
Claro, meu Deus, AI.
AI que bom velho, que bom, que bom, nossa isso ser exemplo mesmo e eu tinha eu antes de de de falar e conhecer e saber, eu tinha dito no começo, na inspiração, motivação, a disciplina principalmente, e realmente são essas 3 palavras e Alegria também, né?
Que bom é e já não é fácil se você não levar assim né?
Pra que deixar pior?
Então nossa, você está de parabéns, eu estou foi 111 aula revigorante para finalizar essa quarta-feira.
De uma semana que se eu falei que foi estressante, se eu falei que foi qualquer coisa de ruim, esquece que eu disse volta, não foi nada não, tá tudo bem, tá ótimo.
E amanhã vem outro dia a gente vai vencer de novo, ó que prazer.
E a próxima vez que você for para o córrego a gente encontra que daí quando você foi e não deu certo, né?
Aí a gente encontra.
Você tem que, ô, Robinho, você tem que comer o bolo de fubá da mãe da Iara, é?
Olha.
Esse esse final de semana que você estava lá foi um pouco complicado, mas.
No No próximo, você leva ele lá em casa, mel, pra.
Gente, ir sim.
Bater papo?
Ah, eu estou esperando.
Se o dia que surgiu um convite novamente me ao convidar, eu vou, Hein?
Eu vou.
Ah, então eu vou provavelmente, provavelmente em outubro.
A gente está de volta lá.
Boa aí, tá?
Bom, vai ser muito bem-vindo, obrigada, viu, gente?
Obrigada de novo.
Ô patrão, obrigada novamente pela oportunidade de de eu poder viver esse tipo de coisa.
É muito bom, né?
Obrigada, viu?
Você, você é roxa aqui você já é fixa bancada.
Não, mas eu não, não, não, mas se se eu for roxo assim uma dívida, então não estou querendo nada, obrigadão.
E o meu recadinho é o recadinho de sempre, pessoal.
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Compartilha aí com todo mundo que você conhece, ajuda a divulgar Oo perspectivas para mais pessoas.
Então é, acho que não tem mais nenhum recadinho aqui.
Muito obrigado por você estar ouvindo ouvinte e até o próximo episódio.
Tchau, tchau.
Valeu a defina o córrego.
Agora é uma palavra, vai.
Ovo azul ovo azul é ovo azul mesmo, puxa vida.
Não, mas é.
É com o Robinho.
Ele teve 11.
Experiência bem diferente, né?
Do atendimento do córrego lá embaixo é e o atendimento do córrego lá na Pedra do São Domingos, lá naquele no cafezinho que tem?
Lá.
Ó.
Muito estressada, ainda mais com a deixa de entregar o que você pede.
Aí dá medo, é?
Assim, patrão, que você fala de mim?
Não, não, não.
Robinho.
Ah, não, Robinho.
Caraca.
Velho é bem assim.
Não, não deixa o miado de boa.
Aí deixa o miado boa.
A.
Culpa a culpa foi minha que nós saímos às pressas.
Esqueceu culpa foi?
Minha, mas então você você levou o Robinho para ir para o córgo?
Ele foi.
Acho que foi.
Ele nunca tinha.
Ele nunca tinha ido para Minas.
Aí ele foi.
Eu levei lá no bairro do Dorival.
Ah, não, não.
Quem não tinha ido para a mesa era Oo Davi.
Ah, é verdade?
Já era, é verdade.
Pra pra mina, era para Cambuí.
Eu nunca tinha ido ainda mais para o córgo Oo.
Pessoal.
Olha uma observação, e era o pessoal do córgo como o pessoal simpático, né?
Que Alegria contagiante.
Nós somos caipiras aqui.
Nós nunca tínhamos visto 11 ovo azul, né?
E aí você vê a gentileza do do seu.
Como que chama o seu Bial?
Como que chama o seu?
Dorival lá?
Seu Dorival, seu Dorival, Hum olhando uma sacada e falando assim é, nunca veio 11 ovo azul é normal.
Você não precisa cagou pra gente.
Cagou caipira mesmo, nossa rapaz, eu não sabia onde enfiarva a cara, olha só.
Fala para ele assim, você você devia ter falado perencial, eu não vou votar você na próxima eleição porque ele perdeu de vista esse ano.
Meu Deus.
Olha aí, ó de.
Prefeito, olha só.
É Sério, ele era todo popularzão, tratando assim as pessoas.
É eles?
É, ele era vice.
Se ele tivesse ido de prefeito, ele tinha ganhado o pessoal falando.
Mas 15 de vice é certo, acredito, se quiser.
Eu não sabia.
Se eu soubesse eu já IA jogar na cara dele.
Você.
Mostrou então pra pra Pra Ele ir lá em casa, né, meu?
Mostrei a gente passou lá perto da sua casa, né, aí.
O Robinho, se ainda tiver muito alto, você fala que eu afasto o microfone.
Não, tranquilo.
Eu já vou falar demais.
E eu achando que era a Paty que estava falando.
Por isso que eu já tinha dado aquela patada, AI, desculpa, não quero confusão não, pelo amor de Deus.
Nossa, a primeira impressão que fica na primeira vez que eu falo com ela assim, Ah, você não sabe, dando pancadas, você não sabe.
O que fizeram, o que ela e ele fizeram comigo ontem, você não sabe?
Ué.
Eles falaram pra mim assim, porque assim eu falo, eu só falo merda, resumindo.
Hã.
E aí eles falaram assim, OA.
Tati chamou mia.
Falei que que Ah, vou falar com ela.
Falei que mia.
Não tá te pedir para lembrar e tal que o Romeu é um cara muito Sério.
Ele não gosta muito de brincadeira e tipo assim, para dar uma segurada que não sei o que, que ele não é muito de piada.
Eu falei sim.
E o que que eu estou fazendo aqui com uma pessoa dessa?
Deixa eu.
Sair.
Eu falei para ele, deixa eu sair mia, pelo amor de Deus, deixa eu sair.
Meu microfone não estava funcionando.
Eu falei, deixa eu sair.
Não dá uma segurada.
E eu ó, ficou um tempão e eu nervosa aqui assim, né?
Comendo a caneta.
E depois você falou assim e você acreditou.
Eu falei, desgraça.
Aqui a gente separou por alguns ou por 3 blocos.
A gente tenta seguir uma pauta, mas nunca consegue.
Então é.
Não fique preocupado, se precisar falar palavrão, pode falar palavrão aqui, aqui você está lá em casa, tá ligado?
Não, beleza.
Isso certamente vai ser você falando e a gente interrompendo e eu falando merda.
É simples assim.
Eu posso participar, Robinho.
Ixe AI tá tipo, pelo amor de Deus, já aguento seu serviço.
Aí não tem que ter, tem que.
Participar?
Não.
Mas vai de sempre.
Se puder.
Ué, você tem?
Não estou enchendo seu.
Saco eu não já enche seu saco de inteiro você.
Não falou o que costurar, você não falou o que costurar?
Olha só me expulsar, filha da?
Boa mãe, se me autorizar, fica ué, se me?
Autorizar fica?
Eu vou.
Eu estou arrumando mala.
Não, ela vai passear.
É, vocês são chique, né?
Vocês vão aproveitar, mas você tem que passear mesmo.
Este programa foi editado por edições e produções de podcast.