Episode Description
O que acontece quando o Estado, que historicamente nega a existência de um corpo, decide que é hora de “reeducá-lo”?
No papel, admite-se que o sistema penitenciário brasileiro possui funções preventivas e ressocializadoras. Nessa perspectiva, a pena não seria apenas castigo, mas um percurso educativo, um retorno ao convívio social. No entanto, quando olhamos para as trajetórias de travestis e mulheres transexuais no Brasil, podemos nos deparar com uma pergunta que o Direito insiste em silenciar: é possível pensar na ressocialização de pessoas que nunca foram socializadas antes?
O podcast “Porta Giratória” mergulha nas fissuras entre a letra da lei e a realidade das vivências transfemininas no cárcere. Se a porta da escola foi fechada, se o mercado de trabalho foi negado e se o ambiente familiar foi o primeiro cenário de expulsão, de qual “sociedade” estamos falando quando propomos o retorno?
É isso que buscaremos responder com a ajuda de convidadas especiais: Juhlia Santos, comunicadora e primeira mulher quilombola e travesti a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Belo Horizonte, e Vanessa Sander, doutora em Ciências Sociais pela Unicamp, especialista nas relações de gênero.
Quer embarcar nessa jornada? Vem com a gente!