Graça Morais: "Cresci a pôr-me em bicos de pés na janela da minha escola para ver a minha mãe à porta a regar o jardim. Às vezes ia a correr buscar a minha merenda e voltava, em crianças andamos sempre a correr e nem sei bem porquê"

March 12
49 mins

Episode Description

Nasceu em Vieiro, Vila Flor, a 17 de março de 1948. A menina transmontana frequentou a escola primária em Vieiro, em 1955. Sempre quis ser pintora, começou pelos lápis de cor até que um dia o pai lhe ofereceu uma caixa de aguarelas que gastou até ao fim. Com nove anos disse à mãe o que queria ser quando fosse grande e ouviu: “Pintora? Para quê? Os pintores morrem todos à fome”. Viveu em Moçambique dois anos, voltou fez o Liceu em Bragança e desenhou o primeiro de três cenários de teatro da sua carreira: “O Auto da Alma”, de Gil Vicente. Em criança, os serões de Inverno eram passados à lareira a ouvir histórias da guerra civil de Espanha e da Segunda Guerra Mundial. Quando chegava a Primavera fazia colares com malmequeres e no Verão dormia num colchão, na varanda, no meio os avós, para combater o calor. Graça Morais é uma das pintoras mais originais do país. Com a sua arte tocou em todas as artes, desde a pintura nas telas, cenografia, filmes, livros à arte pública. Ouça aqui o novo episódio do podcast Geração 40 conduzido por Júlio Isidro

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